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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sítio Arqueológico na Rodovia do Cerne

Sondagens realizadas para a continuação da pavimentação da Estrada do Cerne indicaram a presença de um sítio arqueológico que pode datar até 9 mil anos atrás.

Para que a obra não destrua os objetos, já que o trajeto da via passa sobre o local, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) contratou uma empresa especializada para fazer o resgate e catalogar os artefatos encontrados na área.

Os serviços no sítio, localizado no interior de Campo Largo, às margens do rio do Cerne, devem ser finalizados no início da próxima semana.

Todo o material encontrado será catalogado e posteriormente encaminhado ao museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (UFRP).

"Os objetos vão ficar expostos e disponíveis à comunidade acadêmica, pesquisadores e também poderão ser expostos ao público que visita o museu", explicou o secretário dos Transportes, Rogério W. Tizzot.

O coordenador da equipe, o arqueólogo Antônio Cavalheiro, revelou que as escavações apontam um sítio lítico com peças refinadas de pedra.

Entre os mais de 60 objetos já encontrados e catalogados, estão ferramentas utilizadas para cortes, raspadores e até uma ponta de lança.

"O povoado que ali se situou era especialista em pedra lascada. São materiais que comprovam a existência de grupos humanos que tinham assentamento e um padrão de subsistência entre coleta e caça e que habitavam a região há muito tempo", acrescentou o arqueólogo.

Cavalheiro explicou que ainda não é possível datar com exatidão o período que esse grupo habitou ou passou na região.
"Era um grupo pequeno, possivelmente de seminômades, que podem ter passado aqui de mil até nove mil anos atrás", disse.
Segundo ele, a sequência das escavações pode facilitar a delimitação o quão antigos são os objetos.
"Estamos procurando vestígios de fogueiras (carvão) que por testes realizados em laboratórios podem nos precisar a época que esse grupo esteve por aqui".

Além do resgate das peças, o DER vai realizar nas escolas da região um trabalho de educação patrimonial, com o objetivo de divulgar à comunidade local o conhecimento histórico, arqueológico e cultural encontrado no sítio.

Agência Estadual de Notícias.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Rodovia do Cerne-opção entre Londrina,Curitiba e Litoral.

Quando vou a Curitiba ou a Santa Catarina uso a Rodovia do Cerne, em vez de ir pela BR-376.

Gosto dessa estrada pela tranquilidade, e pela paisagem, principalmente na região de São Jerônimo da Serra, local onde tirei a foto abaixo voltando de Itapoá-SC:

Subida da Serra-São Jerônimo da Serra


Como nos próximos dias muita gente vai descer ao litoral, estou postando aqui alguns detalhes dessa rodovia:

A Rodovia PR-090 é uma estrada pertencente ao governo do Paraná que liga a cidade de Curitiba até a PR-170, em Alvorada do Sul, a aproximadamente 3 km da divisa com o Estado de São Paulo.

Esta é uma das rodovias mais tradicionais do Estado, também conhecida como Rodovia do Cerne. É denominada de Rodovia Engenheiro Angelo Ferrario Lopes.

"É uma via que tem uma importância enorme para a economia do Paraná.

Além de facilitar a ligação entre do Norte do Estado com a Região Metropolitana de Curitiba, é uma opção para os motoristas que não querem trafegar pela rodovia pedagiada (BR-376)”

Histórico:

A Estrada do Cerne foi a principal obra da década de 1930, época em que foi considerada “a maior rodovia que se construiu no Paraná em todos os tempos”.

Faz a ligação entre o Sul e o Norte do Estado, passando por diversos municípios, entre eles Curitiba, Campo Magro, Piraí do Sul, Ventania, São Jerônimo da Serra, Jataizinho, Bela Vista do Paraíso e Alvorada do Sul, já na divisa com São Paulo.

Durante vinte anos, foi o principal corredor de escoamento da produção cafeeira do norte do Estado, que a partir de sua construção passou a ser exportada prioritariamente pelo Porto de Paranaguá, ao invés do Porto de Santos.

Os reflexos da via na região de sua zona de influência foram imediatos.

Três grandes empreendimentos industriais foram erguidos ao longo e nas imediações da nova estrada: uma indústria de papel, a exploração em grande escala do carvão paranaense em Figueira e a usina de açúcar em Porecatu, que atraíram capitais paulistas sob o estímulo das facilidades criadas pelo interventor Manoel Ribas.

O Paraná não só cresceu como celeiro agrícola e maior exportador de café do Brasil, como também se industrializou a passos largos, transformando o Porto de Paranaguá no mais importante do País.

No início dos anos 60, com a abertura da Rodovia do Café, inteiramente asfaltada entre Ponta Grossa e Apucarana, o tráfego mais intenso deixou de lado a Estrada do Cerne, que começou a perder a importância, juntamente com quase toda a região por ela servida.

Além disso, o deslocamento da fronteira agrícola após saltar o Rio Tibagi e de expandir para o Nordeste e o extremo Oeste provocou e esvaziamento econômico e demográfico da área.

Hoje, com a revitalização da estrada, o governo do Estado pretende voltar a fortalecer a economia da região.

Usei essa estrada a última vez em 2007, e a conservação dela estava muito boa.

Recomendo a quem quiser fazer uma viagem mais tranquila a Curitiba ou ao litoral.

Só não esqueça de abastecer o tanque em Sapopema, porque existem poucos postos de combustível no trajeto.

E para quem vem de Curitiba à Londrina, abasteça em Piraí do Sul.

Aproveite a paisagem e Boa viagem!!!

Alcindo.