sábado, 11 de setembro de 2010

Dicas de Segurança para Motociclistas

Segue abaixo algumas dicas de segurança para Motociclistas:

Atenção à via e suas condições, principalmente àquilo que pode desequilibrar o motociclista, como pista molhada, faixas escorregadias, etc., reduzindo a velocidade e adotando maior cuidado nesses casos.

A importância de se frear adequadamente, tendo cuidado para não bloquear as rodas. Os fabricantes recomendam utilizar simultaneamente o freio dianteiro e o traseiro, lembrando que é o dianteiro que proporciona maior eficiência na frenagem.

Ser visto é fundamental para o motociclista; por isso, circular sempre com o farol aceso (como exige a lei, de dia e de noite), vestimentas e capacetes de fácil visualização. Coletes e acessórios refletivos também são muito importantes.

Evitar a circulação entre filas de veículos.

Cuidado com a proteção individual, que, em um acidente, dependerá, em grande medida, do uso de vestimentas, luvas, calçados e capacetes adequados – estes últimos fixados adequadamente e, de preferência, do tipo fechado e com viseira.

Desde 1º de junho de 2008, os capacetes devem ter etiquetas refletivas, conforme Resolução Contran 270/08. Lembrando que os capacetes certificados pelo INMETRO podem ter a indicação também de um prazo de troca recomendável quando o capacete não sofreu impacto - geralmente a cada três anos.

No caso de impacto, o capacete deve ser trocado.

Orientar caronas sem experiência sobre como colocar o capacete adequadamente, posicionar-se no banco e apoiar os pés sobre os pedais, além de como se comportar durante o trajeto, segurando pela cintura e acompanhando as inclinações do motociclista.

Em relação à motocicleta, cuidado extra com os pneus, verificando sempre a banda de rodagem e a pressão adequada, a manutenção de todo o sistema de freios e de iluminação e sinalização; ou seja, farol, lanternas, luzes das setas e de freio.

Por fim, é bom lembrar que não cultivar hábitos seguros, além de contribuir para ocorrências de acidentes, muitos com seqüelas, podem trazer penalidades, como as multas. Algumas infrações relacionadas à condução de motos são consideradas gravíssimas no Código de Trânsito Brasileiro, sujeitando o infrator à multa de R$ 191,54, sete pontos, suspensão do direito de dirigir e recolhimento do documento de habilitação. São elas:


.Conduzir sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção, de acordo com as normas e especificações aprovadas pelo Contran.
.Fazer malabarismo ou equilibrar-se apenas sobre uma roda.
.Trafegar com os faróis apagados.
.Transportar criança menor de sete anos ou que não tenha condições de cuidar de sua própria segurança.

Ponto Cego



Parte dos acidentes envolvendo veículos, pedestres, motocicletas e bicicletas, além de objetos imóveis, ocorre porque, em determinado momento, um desses elementos se encontra na trajetória de um veículo, mas fora do alcance de visão do motorista. Está numa área de não-visibilidade, o popular ponto cego. Todos os automóveis possuem pontos cegos, e os riscos de acidentes variam de acordo com o número e o tamanho desses pontos.
Um acidente cada vez mais freqüente em nossas vias está diretamente relacionado à incapacidade do motorista de um automóvel visualizar uma motocicleta que se movimenta em velocidade ao seu redor, passando rapidamente por alguns dos seus pontos cegos. A moto circula entre as faixas, muito próxima dos veículos, escondendo-se no ponto cego do espelho retrovisor externo.
Pensando na questão dos acidentes relacionados à falta de visibilidade do motorista, o Cesvi Brasil realizou um estudo visando a diferenciar os modelos de veículos quanto à visibilidade proporcionada, identificando quais oferecem mais e menos riscos à segurança no trânsito.
Este Índice de Visibilidade leva em consideração a medição e análise das áreas não-visíveis ao motorista, classificando-as de acordo com três principais parâmetros:
• Visibilidade dianteira;
• Visibilidade lateral;
• Visibilidade traseira.
Visibilidade dianteira:
O Cesvi mediu a área encoberta pelas colunas dianteiras, que podem fazer com que o motorista perca a visão de obstáculos quando está realizando uma manobra ou uma curva. Alguns fatores influenciam diretamente na visibilidade dianteira:
• Largura da coluna dianteira;
• Ângulo de inclinação da coluna;
• Adoção de um vigia lateral.
Visibilidade lateral:
É a visão proporcionada ao motorista pelos retrovisores externos, muito relacionada nos dias de hoje com acidentes com motociclistas, que circulam entre as faixas e se instalam nas áreas cegas.
Os fatores que influenciam na visibilidade lateral são os seguintes:
• Tamanho do espelho retrovisor;
• Área convexa do retrovisor dianteiro.
Visibilidade traseira:
Demonstra a medida do ponto cego na traseira do veículo, quando o motorista utiliza o retrovisor interno, não enxergando principalmente crianças de pequena estatura, cones, buracos, provocando acidentes freqüentes quando estes objetos estão próximos ao veículo, a uma distância inferior à necessária para entrar no campo de visão do motorista.
Fatores que influenciam:
• Posicionamento do sistema do limpador do vidro traseiro;
• Disposição do encosto de cabeça dos bancos traseiros;
• Inclinação da parte traseira do veículo;
• Tamanho do vidro traseiro.
Testes realizados com os veículos nacionais estão no site: www.cesvibrasil.com.br
Tecnologias para diminuição dos pontos cegos BLIS (“Blind Spot Information System”) Equipamentos como o BLIS monitoram os pontos cegos do veículo, alertando o motorista com uma luz de aviso próximo ao retrovisor se há algum veículo próximo a ele ou se aproximando do campo não visível do espelho retrovisor. O sistema nada mais é do que um conjunto de câmeras digitais ao lado do retrovisor, que detectam a aproximação de veículos em situações de risco, informando a movimentação de qualquer veículo que esteja numa velocidade 20 km/h inferior ou 70 km/h superior à do seu automóvel. Este dispositivo já é equipado no Volvo C30, no Audi Q7 e no novo Audi A3.
Sensores de estacionamento:
Há iniciativas em outros países voltadas para a implantação de pequenas câmeras na traseira do veículo, que permitem ao motorista enxergar o ambiente antes de executar uma manobra de ré, percebendo, assim, a existência de cones, de plantas, de pequenos muros e, principalmente, de crianças.
No Brasil, alguns veículos já incorporam sensores instalados na traseira que detectam obstáculos no percurso de ré. No caso do veículo estar muito próximo a um obstáculo, um som é emitido, alertando para o perigo de colisão.
Veja vídeo abaixo de um veículo da Ford com sensores de estacionamento:

(Clique no Play)

Posição correta do Retrovisor

Os veículos novos vendidos no país, já vêm equipados com três espelhos retrovisores. Mas por quê três? Simples e óbvio: o espelho interno central para enxergar diretamente o tráfego atrás do seu veículo e os laterais para enxergar o tráfego das pistas laterais.





São nos espelhos laterais que estão o maior erro de utilização. A grande maioria dos motoristas posicionam os espelhos laterais de modo a enxergar a lateral do veículo e o tráfego atrás do mesmo.

A posição à 90º é muito pouco utilizada e, por incrível que pareça, isto é causador de muitos acidentes


Existem pelo menos mais 5 bons motivos para manter os espelhos à 90º:

- Você não precisará olhar sobre seus ombros (embora não seja uma má idéia);

- Você dará apenas uma rápida olhada no espelho para ver o ponto cego (sem ter que olhar sobre os ombros e perder alguns segundos da visão à sua frente);

- Ao olhar pelo espelho você manterá a atenção no que está à sua frente;

- Você terá uma visão de 360º do veículo, incluindo os pontos cegos dos espelhos.

- À noite, os faróis de quem vem atrás de você não refletirão em todos os espelhos ao mesmo tempo.

Vale lembrar que muitos espelhos são levemente convexos (curvados) o que aumenta ainda mais a visão perimetral, mas alteram a percepção de distância, fazendo com que os outros carros pareçam estar mais longe do que realmente estão. Além de mais segurança, esta posição dos espelhos a 90º também oferece mais comodidade. Pode demorar um pouco para acostumar-se com a nova posição dos espelhos, mas em nome da segurança, persista um pouco.

domingo, 15 de agosto de 2010

Atenção ao volante

Um vídeo muito divertido....

mostra a importância da atenção ao volante...

(Clique no Play)

sábado, 7 de agosto de 2010

Acidentes Pare com isso!!!

"Paranavaí se une para reduzir acidentes com motocicletas"


Uma estratégia de enfrentamento aos acidentes de trânsito com motocicletas está sendo desenhada em Paranavaí. A iniciativa é resultado de uma preocupação comum a diversas entidades: a cada três acidentes de trânsito registrados na cidade, dois envolvem motocicletas. O lançamento desta estratégia foi realizado nesta terça-feira, com a presença de representantes de vários segmentos da sociedade civil.

O problema dos acidentes se agrava à medida que situações de risco ficam mais evidentes, como a falta de conscientização de motociclistas, o desrespeito às normas de trânsito e um sistema viário que carece de melhorias. Levando em conta estes e outros fatores, o grupo que coordena a estratégia de trânsito para reduzir os índices de acidentes com motocicletas elencou quatro eixos que vão guiar as ações daqui para frente. Educação, conscientização, fiscalização e infraestrutura.

Com o mote “Acidentes. Pare com isso” e considerando os quatro pilares já citados, o objetivo é desenvolver atividades em todas as instâncias da sociedade, de forma permanente, para transformar o trânsito de Paranavaí e garantir mais segurança aos motociclistas. Assim, motoristas, pedestres e toda a sociedade também saem ganhando.

São parceiros nesta estratégia: Unimed, Prefeitura de Paranavaí, Diretoria de Trânsito (Ditran), 14ª Regional de Saúde, Detran, 8º Batalhão de Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Fafipa e Unipar.

(Matéria publicada no Blog Joaquim de Paula)


Essa é a logo da Campanha para reduzir acidentes com motocicletas
na cidade de Paranavaí.

Estive presente nessa reunião acompanhado do amigo Messias, organizador do “Moto Fest Paranavaí” (Encontro Nacional de Motociclistas de Paranavaí). Eu e o Messias somos motociclistas desde a época em que nem capacete era obrigatório.

Já usei a motocicleta para trabalho, para lazer, para viagem, em diversas cidades e diversas estradas. Nesses anos todos em cima de duas rodas aprendi muito sobre condução e comportamento no trânsito.

Dessa experiência, tirei algumas conclusões sobre o aumento de acidentes envolvendo motos: Quando você aprende a andar de motocicleta você acaba se apaixonando por ela devido a sensação de liberdade que ela proporciona. E isso para quem é jovem faz a adrenalidade correr nas veias, o que colabora para que o jovem seja imprudente no trânsito…

Nos tempos atuais está havendo um número cada vez maior de motocicletas nas ruas, devido a facilidade de financiamento. Vi um comercial a pouco tempo que dizia assim: “Dê 1 real de entrada e pague o restante em 48 vezes de 200 reais”… A facilidade para comprar é muito grande e o público alvo são os rapazes na faixa etária de 18 a 25 anos, que ainda não tem uma renda suficiente para adquirir um veículo de 4 rodas, justamente a faixa etária com maior incidência de envolvimento em acidentes.

Discutiu-se na reunião a idéia de aplicar aulas de trânsito nas escolas, o que é uma idéia interessante, mas não resolve o problema a curto prazo. Minha sugestão é que haja maior fiscalização nas ruas, pois as causas de acidente na maioria das vezes é por imprudência.

Penso que a solução mais imediata seria o que já é feito nas maiores cidades como Londrina e Maringá, que é introdução de fiscais de trânsito, radares tipo “pardal”, e algumas “blitz” surpresa em locais variados. Essas medidas com certeza faria a velocidade média dentro da cidade baixar e consequentemente os acidentes.

Estatísticas preocupantes:


Entre 2005 e 2009, os acidentes envolvendo motocicletas representaram 67% do total de acidentes na cidade, ou seja, apenas 33% não tiveram a participação das motocicletas. As principais vítimas são jovens de 20 a 29 anos, a maioria formada por homens.

De janeiro até 18 de junho deste ano foram 384 acidentes envolvendo motocicletas, com 529 vítimas. Considerando os números do ano passado, uma projeção preocupante: até dezembro podem ser 829 acidentes, com 1.142 vítimas.

O crescimento da frota de motocicletas em Paranavaí:


2005: 8.551


2006: 9.886


2007: 9.975


2008: 11.39


2009: 13.044


2010: 14.190


Alcindo-07.08.2010